Reciprocidade inexistente 

Olhei pela terceira vez no relógio. Já me encontrava no meio da madrugada parada olhando para uma parede fria que me dava cada vez mais a sensação de solidão. Dessa vez não consegui mais me segurar e senti lágrimas quentes descendo pelo meu rosto.
Segurava o celular com uma força desnecessária, minha mão já chegava a doer. Mas eu estava paralisada. Saber que você não sentia minha falta tanto quanto eu sentia a sua me machucava demais.

Meu lado racional me dizia que eu não devia esperar isso de você. Tu nunca me prometeu nada. Era inevitável pra mim, a saudade me consumia.

Assustei com o celular vibrando na minha mão. O coração imediatamente começou um ritmo frenético de batidas, perdi o ar. A esperança tinha voltado, você tinha sentido minha falta. Meu lado irracional me dizia que era você me mandando mensagem dizendo que estava com saudades e que queria conversar. Engoli o choro e comecei a sorrir.

Tudo iria ficar bem.
Olhei o celular…
Não era você.

Me perdi novamente em uma dor que quase chegava a ser física. As lágrimas me fizeram companhia de novo. Continuei olhando pra fria parede cinza do quarto, me perguntando quando por fim eu iria te superar.

Pode chorar menina, uma hora passa.
Uma hora tem que passar.

 

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Texto por Fran Sparks 

E-mail para contato: taisfranciele21@gmail.com 

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